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AURORA BOREAL


E o clima fora daquele quarto era frio.
Muito frio.
Neve caindo sem parar.
Sem parar.
Menos 4 graus.
Menos 4 graus.
Mas dentro do quarto o clima era quente.
Bastante quente.
Muito amável.
Adorável.
O barulho da neve respingando na janela era ótimo.
Um elixir.
Uma sedução.
Dois corpos nus em uma mesma cama sob o mesmo lençol.
Atrelados.
Atropelados.
Nus.
Quentes.
Esquentando um ao outro.
Um ao outro.
Apenas nus.
E um lençol.
E o clima fora daquele quarto era frio.
Bastante frio.
Muito frio.
Menos 4 graus.
Menos 4 graus.
Mas dentro estava quente.
Bastante quente.
Úmido.
Muito úmido.
Perfume, desejo e vontade.
Perfume de vontades.
Desejo de coisas novas.
Vontade de mudar.
Tudo novo.
E a neve caindo.
Muita neve.
Muito frio.
Muito calor e abraços.
Beijos.
Úmidos.
Muito eles.
Muito eles.
Dois corpos nus.
Aquecimento global.
Algo melhor que isto?
Não há.
Nem que a neve nos leve.
Nem que a neve nos leve.
Corpos nus e quentes.
Apenas abraçados.
Apenas abraçados.
Sentidos.
Partes e peças.
Tudo o que se deve sentir.
Perfume, desejo e vontade.
Perfume de vontades.
Desejo de coisas novas.
Vontade de mudar.
Tudo novo.
E a neve caindo.
Muita neve.
Muito frio.
Muito calor e abraços.
...


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