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O ENÉSIMO FINAL

- Não, eu não sei, definitivamente eu não sei - ela disse nervosa, quase gritando.
- Óbvio que não - ele respondeu, irritado.
- Eu realmente não sei porque você faz isso. Porque me causa tanta dor, porque quer tanto e sempre me machucar. Eu não sei. E eu não entendo as suas razões, sabe? Juro que eu não entendo.
- Nem eu as suas. Nem eu as suas. Você podia me deixar em paz. É só isso oque eu quero.
- Precisamos mesmo brigar? Precisamos mesmo sempre brigar desta forma idiota, quase insana?
- Você é quem me diz.
- Não vou dizer mais porra nenhuma. Não quero. Não quero.
- E eu prefiro assim. Prefiro apenas teu silêncio. Tua voz me irrita. E estas lágrimas não me incomodam.
- Te dão prazer né, seu filho da puta.
- Vou embora. Tchau.

E assim que ele bateu a porta com uma força incrível, com uma vontade certa de destruir aquele seu passado, ela gritou e chorou com desespero. Com dor. Com medo. Com frustração. Assim que ele bateu aquela idiota porta verde, ela percebeu que todo seu ciúme foi em vão, que todo o seu amor foi em vão e que a sua vida era sempre um remake do mesmo filme.

Um filme de amores perdidos e corações no chão.

Nada de finais felizes.

Nada de finais felizes.

Nunca...

pobre garota triste...

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