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VERDADES À TARDE...

- Então tá - ele disse, nervoso
- Como assim? - ela respondeu
- Então tá, porra. Você já disse tudo o que tinha para dizer. Já disse o que queria dizer. Já disse todos os absurdos que queria. Só que eu cão concordo com essa merda toda. Eu não concordo com todas as besteiras e com todas as merdas e com todo o ressentimento que você me disse, que você me jogou na cara.
- Tem medo da verdade? - ela arriscou, sarcástica
Ele a olhou com ódio. Um ódio jamais antes visto - Não. Não tenho medo da verdade. Tenho medo de você.

Ela a encarou fria e distante, como se não fosse a mesma pessoa que há dois anos estava com ele, e disse, aflita - Você deve ter medo de você querido. Apenas de você. Não do nosso amor, que já foi pro saco, e nem de mim, que nada te fiz além de te falar umas merdas de verdades. Isso dói seu babaca. Em nós dois, caralho. Mas você tem que escutar. Tem que escutar. Uma vez na vida que seja.

- Eu acho que vou fazer uma tatuagem - ele disse, evitando chorar.
- Então é isso, viramos amigos? - ela perguntou.
- Claro que não. Eu te odeio - ele disse, sério.
- E eu te amo - ela respondeu, pegando o resto do baseado que ele segurava, a sua bolsa em cima da cama, não sem antes dizer - E eu apenas te amo. mas vou deixar de amá-lo. Pode apostar...pode apostar.

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