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Ontem eu assisti (mais uma vez) ao filme Pontes de Madison...lindo filme. O que é de matar é imaginar quantas mulheres como Francesca existem ou existiram por aí...

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O RUÍDO QUE PRECEDE O GOZO

Ele suava frio. Muito frio, mesmo debaixo daquele calor infernal do Rio de Janeiro. Quando encarou a porta do elevador do pequeno, porém adorável edifício, decidiu se ia mesmo entrar. Ficou estático por alguns minutos. - Ei senhor, é no sétimo andar – disse o porteiro, estranhando a lerdeza do rapaz. - Obrigado – ele respondeu. Abriu a porta e entrou. Apertou rapidamente o botão do sétimo andar e ficou pensando no que estava fazendo. O elevador subia rapidamente e ele fez um retrospecto de sua vida pequena, desde o instante em que a conheceu, até aquele momento no elevador do pequeno edifício. Ficou contando os andares até o elevador chegar. Saiu da cabine e ficou diante da porta. Apartamento 701. Não sabia se ela estaria feliz de verdade em vê-lo, ou não. Ele gostava de pensar que sim, porém não tinha certeza. Definitivamente não tinha certeza. Ficou parado e enxugou o suor da testa. Lentamente apertou a campainha. Após alguns segundos, a porta lentamente se abriu. Atrás, ela, tod...

Luar || Penumbra || Sonho || Amor

leia e ouça: Sunset Rollercoaster - I Know You Know I Love You “ Watch the sky, you know I Like a star shining in your eyes Sometimes I wonder why Just wanna hold your hands And walk with you side by side I know you know I love you, baby I know you know I love you, baby ” (Sunset Rollercoaster - I Know You Know I Love You) Penumbra. Madrugada. 4:10 da manhã. Luz? Apenas a luz do luar combatendo as frestas da persiana mal fechada e que estava sofrendo bastante com as rajadas do vento cortante vindo ao seu encontro de forma incessante e dura. Sábado. Frente fria. Penumbra. Madrugada Amor. 4:13 da manhã. Luz? Apenas a dela. Do delicioso e escultural corpo. Dela. Aquele corpo nu ao seu lado, descoberto delicadamente e de forma não intencional pelos movimentos da noite. Linda. Sensual. Impecável. Escultura para os apaixonados. Como ele. E ele apenas a observava sob a luz do luar forte. Lua cheia. Lua cheia de amor, paixão, ímpeto, vontades, desejos, lua cheia. Lua cheia de vida. Lua cheia d...
DESENHOS RASGADOS Boomp3.com - Para mim? – ela perguntou, tímida. - Sim – ele respondeu, sério. - Abro agora? – ela perguntou novamente, segurando nervosamente o envelope em suas mãos. - Não – ele respondeu, áspero. - Não? - Prefiro que não. Poupa constrangimentos, não? - Ok. Faça-me um grande favor também. Abra o seu depois, tá? Em casa. Ele concordou com a cabeça – Tá bem. - Então ficamos assim? – ela perguntou. - Sim. Ficamos assim – ele disse, evitando olhar para ela. - Posso te dar um beijo? - Claro – ele respondeu, abraçando e apertando os seus lábios contra os dela. E o beijo acabou. E ele virou e foi embora. Sem olhar para trás. Assim que ele saiu do apartamento, ela, trêmula, abriu o envelope. O desenho era lindo. Um coração partido sobre carvão e nanquim. Um coração devastado e partido. E uma frase curta: be happy | good luck. Ela apertou o desenho contra o peito e chorou e chorou e chorou como se – definitivamente – não houvesse amanhã. Assim que entrou no elevador, ele abri...

QUANDO OS SONHOS PODERIAM SER REAIS

Ela acordou sozinha e de repente, com um grito. Seu próprio grito. Era madrugada e ela acordou absolutamente assustada. Estava suada e sua cama estava completamente encharcada. Molhada de suor frio. O pesadelo havia sido insano. Insano e assustador. Era preciso ter nervos de aço para dormir naquelas noites. Nervos de aço. Ela levantou da cama tremendo e assustada. Foi direto para a cozinha, se é que havia alguma diferença entre o quarto em que ela dormia e a cozinha daquela porra de apartamento em que ela morava, ou melhor, se escondia. Ao lado do filtro de barro, de água, daqueles antigos, ela pegou um copo baixo americano. Não o encheu de água. Abriu o armário e encheu o copo de conhaque. Não conhaque dos bons, claro. Ela não tinha grana para este tipo de luxo. O máximo que ela conseguia comprar era algum destilado vagabundo, sempre dos mais baratos. Um conhaque escroto. Seu fígado já nem se importava mais. Ele estava pouco se fodendo com o líquido em si, o cérebro é que se importav...