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EM DOR FINA


- O que mais você quer de mim?  - ela perguntou, aflita, desesperada, irritada, inquieta.
- Nada – ele respondeu de forma seca, estéril, fria – Não quero nada de você. Não quero mais porra nenhuma de você. O que eu quis você não me deu. Há tempos.
- Então porque você, seu filho da puta, não me deixa em paz, agora? – ela perguntou, aos gritos - Some da minha vida seu imbecil – ela pediu, implorou, aos gritos – Some. Some daqui! – completou – Não quero mais você.
Ele apenas abaixou a cabeça e começou a chorar. Muito. Muitas lágrimas. Muito triste.
Ela também. Muitas lágrimas. Muita tristeza. Estava relaxada ao desabafar, porém triste. Muito triste. Como se o seu coração estivesse na ponta de uma faca. Bastante afiada, aliás...
Em dor fina.
Como se não houvesse amanhã.
Dor muito fina e muito gritante.

 INTERNET
“A endorfina é neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, e é uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. É um hormônio, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células, ela é o hormônio do prazer.
Sua denominação se origina das palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico).
As endorfinas foram descobertas em 1975. Foram encontradas 20 tipos diferentes de endorfinas no sistema nervoso, sendo a beta-endorfina a mais eficiente pois é a qual dá o efeito mais eufórico ao cérebro. Ela é composta por 31 aminoácidos. A endorfina é produzida em resposta à atividade física e durante o orgasmo, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação deeuforia e bem-estar.”

Comentários

Anônimo disse…
A-DO-REI!
Tão intenso e emocional quanto esse hormônio, por mais biologicista que possa ser, merece.
=)
Anônimo disse…
Ah, e esse texto me inspirou a fazer um novo diálogo lá no blog. Aí é bonito! =))
Besos!

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