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APENAS UM TOLO


- Você me ama? – ela perguntou.

Ele desviou o olhar. Não quis responder. Preferiu ficar mudo.

- Ama? – ela insistiu, muito brava, muito grossa.

Ele estava suando, suando e suando.

Um caleidoscópio de emoções confusas.

Confusas e tontas.

Nervoso, nervoso e nervoso.

Suado, confuso, atrapalhado e idiota.

- Não vai ou não quer me responder? – ela quase gritou.

Ele permaneceu em silêncio. Nada disse.

Inerte e burro.

- Imbecil – ela disse, furiosa.

- Não sei – ele murmurou, quase como um gemido.

- O quê? – ela perguntou – Eu escutei direito? – ela prosseguiu.

Ele acenou com a cabeça.

Ela começou a chorar como uma tola, praguejando contra ele.

Ele?

Também.

Choro, lágrimas e lua cheia.

Dois jovens, duas crianças.

Amor?

Unilateral.

Apenas unilateral.

Apenas amor.

Pobre tolo suado de nervoso.

Apenas um tolo...


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