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SMILES

Eles não paravam de rir. Estavam absolutamente enlouquecidos naquela noite. Tudo era motivo de risadas cúmplices, de sorrisos bobos, de piadas adoravelmente nonsense. Eles estavam felizes. Estavam contentes por terem um ao outro. Por terem um ao outro e estarem lá, juntos, ouvindo aqueles discos legais, fumando aqueles cigarros amassados, escutando o barulhinho bacana da chuva no quintal. E eles caíam na gargalhada, apenas de olhar um para o outro. Eles riam como se nada mais importasse além de uma boa paixão e estar bem e feliz. E enfim a noite morreu e o sol chegou, brilhante e histérico, como se estivesse sorrindo também...



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NUCA

Ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Definitivamente não. Sem contas, protestos, cobranças ou ligações indesejadas. Nada. Nada a perturbar. Existiam apenas os lábios de Fernanda em sua nuca. Lábios deliciosos e densos. Intensos. Sempre pintados de uva. Sempre lindos. E os arrepios. Muitos arrepios. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Defitivamente não. Havia um aroma de uva no ar. Um perfume. E palavras sussuradas na dose certa. Na dose certa. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. E molhada. E o abraço que vinha depois era como um gatilho para uma boa noite. Toques. Reflexos. Seios.

Olhos Verdes

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