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USE O HEADPHONE, POR FAVOR
PLACEBO - COME HOME


Ela estava quietinha, encolhida no canto do quarto. Estava anoitecendo e as luzes estavam apagadas. Não havia ninguém em casa. Ainda bem. Ela não queria ser incomodada por nada nesse mundo. E nem por ninguém. Nem que o planeta explodisse e virasse pó cósmico, ela queria ser tirada do seu quarto e da sua escuridão e da sua vida. O som rolava sem parar alguma canção antiga, no melhor estilo início dos anos sessenta, que ela nem sabia qual era. Ela colocou o primeiro disco do seu pai que encontrou. Normalmente detestava música, porém naquele momento queria ter alguma coisa para distrair seus pensamentos. Naquele momento ela estava entrando em desespero. Sabia que não ia conseguir ficar ali parada por muito tempo. Sabia que não ia conseguir ficar sozinha por muito tempo. Sabia que a música iria parar daqui a alguns instantes. Sabia disso e tinha medo. Muito medo. Pensou então, que aquilo de nada adiantava. Precisava achar o caminho de volta. Isso sim

...todo céu é azul, menos para mim e para você...



"Come Home"
(Placebo)


Stuck between the do or die, I feel emaciated.
Hard to breathe I try and try, I'll get asphyxiated.
Swinging from the tallest height, with nothing left to hold on to.
Every sky is blue, but not for me and you.
Come home, come home, come home, come home.
Glass and petrol vodka gin, it feels like breathing methane.
Throw yourself from skin to skin, and still it doesn't dull the pain.
Vanish like a lipstick trace, it always blows me away.
Every cloud is grey, with dreams of yesterday.
Come home, come home, come home, come home,
come home, come home, come home, come home.
Always goes against the grain, and I can try and deny it
Give a monkey half a brain, and still he's bound to fry it.
Now the happening scene is dead, I used to want to be there too.
Every sky is blue, but not for me and you.
Come home, come home, come home, come home,
come home, come home, come home, come home.

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