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NÃO SEI. DEFINITIVAMENTE...

- Volta? - ele pediu, meio bobo, meio tonto, todo ele.
Sempre assim.
Ela sorriu enquanto tragava o seu cigarro e respondeu - Voltar? E qual a razão disso? - retrucou de forma irônica, de forma arisca, da forma dela. Toda dela.
Ele abaixou a cabeça e nem chorou. Segurou. Nada disse. Nenhuma lágrima. Nada. Apenas sentimentos represados.
Vontade de voltar.
- Você não respondeu - ela disse - Não respondeu. Você é um filho da puta que não responde nada. Nunca. Quer que eu vá, que volte, o caralho, mas nunca me diz nada. Nada. Nunca diz nada. Só pede e pede e pede.
Em voz baixa e trêmula ele disse - Não Sei. Definitivamente.
Ela respirou fundo e engoliu as palavras. Melhor não dizer nada.
Ele respirou fundo e engoliu as palavras. Melhor não dizer nada.
E após o silêncio de alguns segundos, que pareceram minutos, horas ou dias, ele emendou - Não sei. Definitivamente, mas sei que te amo. E muito.
Ela acendeu mais um cigarro e começou a chorar. Como uma diva, como uma anja, como uma criança. Linda e triste. Verdadeiramente triste.
Ele acendeu um primeiro cigarro mentolado e começou a chorar. Como nunca. Como ele. Como sempre quando cai nessas. Quando cai nessas.
O olhar trocado entre ambos foi insano, doente, intenso e apaixonado.
Delicioso.
O beijo?
Delicioso.
Sabemos. Definitivamente...
Definitivamente...
Assim...

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