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TUDO LÁ FORA. TUDO LÁ FORA. PRINCIPALMENTE O MEDO.


Medo? - ela perguntou. Um tanto ansiosa, um tanto nervosa. Muito pó.

Puro pó.

Daqueles.

Daqueles que você nem quer ver.

Daqueles que você nem quer sentir.

Nem ver.

Nem sentir.

Nada.

Nada

Puro pó.

Puro nada.

Nada...

Nada.

Medo? - ela repetiu, ainda mais ansiosa, ainda mais nervosa.

Muito nervosa.

Muito pó.

Puro pó.

Daqueles que você nem quer ver.

Daqueles que você nem quer sentir.

Nem ver.

Nem sentir.

Medo? - ela se perguntou. Um tanto ansiosa, um tanto nervosa. Muito pó.

A cabeça sequer respondia.

O cérebro muito menos.

Puro pó.

Muito pó.

Muito menos.

Daqueles que você nem quer ver.

Daqueles que você nem quer ver.

Nunca...

Nunca

E tudo fica lá fora.

Tudo.

Principalmente o medo.

Principalmente o medo.

Muito.

Medo...

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NUCA

Ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Definitivamente não. Sem contas, protestos, cobranças ou ligações indesejadas. Nada. Nada a perturbar. Existiam apenas os lábios de Fernanda em sua nuca. Lábios deliciosos e densos. Intensos. Sempre pintados de uva. Sempre lindos. E os arrepios. Muitos arrepios. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Defitivamente não. Havia um aroma de uva no ar. Um perfume. E palavras sussuradas na dose certa. Na dose certa. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. E molhada. E o abraço que vinha depois era como um gatilho para uma boa noite. Toques. Reflexos. Seios.

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