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Mostrando postagens de Dezembro, 2004
e eu posso desejar um FELIZ NATAL a todos vocês, que tem o trabalho de entrar aqui e ler as pequenas bobeiras que escrevo?

posso e devo...

FELIZ NATAL!!!

AMO TODOS VOCÊS... nem imaginam o quanto... nem imaginam...

beijos prá quem é de beijos
abraços prá quem é de abraços...
ROMANCES IDEAIS

- Me diz, então? – ele perguntou.
- O quê? – ela respondeu.
- O que você tem para me dizer – ele disse, irritado.
- Nada.
- Como assim, porra? – ele explodiu.
- Nada. Nada. Nada.
- É isso. Desta forma que acaba? – ele insistiu,
- Não sinto mais nada por você. Nada – ela finalizou.

E mais um romance foi para o inferno. Mais um romance ideal...
NÃO SE INCOMODE COM A DOR DE QUEM É SÓ...

Você gosta de escutar a noite?

Ela adora.

Mais do que seus gatos, mais do que sua música, mais do que seus poemas, suas canções de amor, seus namorados babacas, sua vida pequena, seus sonhos ambiciosos, mais do que tudo.

Ela simplesmente adora escutar a noite.

Os ruídos, as sirenes, as estrelas, as brigas, os amores, enfim, a noite sempre soou como uma sinfonia para os seus delicados ouvidos. Uma sinfonia quebrada e bêbada, surrada e perfeita.

Dentro do apartamento minúsculo com um quarto e sem cozinha, no centro da cidade suja, a noite sempre foi sua (única) melhor companhia. A noite e os seus ruídos de ninar.

Você gosta de escutar a noite?

Experimente.

Mas, por favor, não se incomode com a dor de quem é só.

De forma alguma...


GIMME DANGER – GIMME PLEASURE – GIMME LIFE

Ela dançava e dançava e dançava. Sem parar. Como se o mundo fosse explodir e somente as lendas sobrevivessem ao caos.

E, no meio da pista, tudo o que ela mais queria era ser uma lenda. Sobrevivente do caos. Uma estória de fogo, sangue, sêmem, gozo, batom, rímel, tequila, noite, vampiros, lua, cigarros e canções de amor, canções de horror.

E ela dançava e dançava e dançava. Puro desejo. Teenage kicks. Cada passo uma despedida, uma dança solitária de amor e morte e noite. O seu habitat. O seu lugar. O seu mundo. O seu cenário.

- Você é linda – ele disse, tentando interrompê-la, apenas para fazer parte do seu transe insano e adorável.
Ela o olhou e disfarçou um sorriso, sem nada dizer.
- Posso insistir? Você é linda – ele disse, oferecendo um Marlboro e começando a dançar ao lado dela.
Ela pegou o cigarro com seus dedos finos e suaves, habituados a tantos ensaios inacabados de piano e agradeceu, meio tímida, meio sexy – Obrigado, mas não precis…