19.4.18

UNDER THE IRON BRIDGE WE KISSED





Tarde demais.
Muito.
O beijo já havia rolado.
Já havia rolado.
E nenhuma balada indie dos anos oitenta podia evitá-lo.
Nenhuma.
Tarde demais.
Muito.
O beijo já havia rolado.
Já havia rolado.
E no final do dia, ainda naquela tarde de outono, eles só podiam sorrir.
Felizes.
Muito felizes.
E dane-se todo o resto.
Tarde demais.
Cedo demais.
Sorrisos.
O beijo já havia rolado.
Já havia rolado.
E eles estavam felizes.
Precisa mais?
Mais???
Claro que não...
Claro que não...



E POR POUCO NÃO SE AFOGOU...


Ela o culpava.
Muito.
Por todas as coisas erradas que ele fez.
Todas as coisas erradas que ele fez.
Sendo incorretas ou não.
Depende do ponto de vista.
Querendo ou não fazer.
Uma babaca.
Um babaca.
Dois babacas.
Dois.
Palavras rudes não curam ninguém.
Ninguém.
Não mesmo.
E devemos sentir desejo?
Devemos?
Sim.
Sempre.
Sempre. 
Sempre e sempre e sempre.
 E não devemos sentir medo.
 Nem nada muito perto disso.
 Nada perto disso.
 E sorrir.
 Quando a chuva parar de cair.
 E o coração ficar quente e calmo.
 E o corpo dela quente ao seu lado.
 Como tudo deveria ser...
 Tudo deveria ser...
Mas MPB ele não gosta.
Nunca.
Definitivamente.
Definitivamente...
E por pouco não se afogou.
Não se afogou...