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Mostrando postagens de Julho, 2004
MELT WITH YOU Tudo o que eu quero é um amor sincero, um amor eterno, um amor etéreo, um amor honesto, um amor externo, um amor interno, um amor esperto, um amor deserto, um amor cara de pau, um amor insano, imodesto, narciso, vagabundo, delirante, descuidado, cauteloso, imaturo, generoso, consciente, onisciente, onipresente, enfim, apenas o amor que eu sonho e que você não pode me dar... DESCULPE dizer assim... por carta. Você merecia mais, mas eu não podia te dar. Definitivamente Beijos. Isadora E ele rasgou a merda daquela carta com todo o ódio e fúria e rancor que jamais imaginou sentir. Desabou em lágrimas, derretendo como gelo em asfalto quente. Nem as suas drogas o ajudariam agora. Precisava de... Dela. Apenas dela.
WE COULD SEND LETTERS - Então é isso? – Isa perguntou, enquanto dava um abraço apertado na amiga Ju. - É – Ju respondeu, com os olhos cinzas de lágrimas – E você acha pouco? – continuou, tentando sorrir. Isa ficou em silêncio e apenas encarou-a com seus lindos olhos azuis, agora com as mãos suavemente pousadas sobre os ombros da amiga. - Também não é tão ruim assim, vamos. Estaremos próximas e continuaremos amigas. Grandes amigas. As melhores. Isa sorriu sem jeito e disse, triste – As melhores amigas do mundo. As maiores de todas. As inseparáveis. Ju a observou com ternura e fez um carinho nos cabelos bagunçados a amiga – Inseparáveis mesmo. Inseparáveis. Pode apostar nisso. Mesmo distante um oceano de você, espero que saiba que estou levando muito desse seu jeitinho, desse seu carinho, desse seu sorriso, desse seu olhar comigo. Estou levando aqui comigo. Por onde quer que eu vá. - Os dias vão ser mais cinzas a partir de hoje, mas mesmo assim eu não quero ser dramática e exce
GARRAFAS E VERDADES (QUASE SEMPRE) NÃO COMBINAM Nossa, deve ser meu décimo cigarro essa noite – ela pensou enquanto segurava um cigarro apagado entre seus dedos pequenos e frágeis, divertindo-se do próprio estado de perdição. Foda-se. Vamos continuar. Hey Ho Let´s Go – prosseguiu, enquanto girava a garrafa vazia de vodka sobre a mesa suja de metal daquele boteco indecente e esperava para saber quem faria a próxima pergunta. Bingo. Ela perguntaria. Pergunta: Você não acha que já deu no saco esse papo de que eu te assusto e você quer viver dentro dos limites de segurança e que nós dois juntos precisamos de um tempo? Silêncio e breve resposta: Eu te amo, mas não estou tão pronto assim como você acredita. Babaca – ela pensou – Idiota, babaca, cretino, imbecil, moleque, medroso, inseguro, otário, perdido, canalha. Não vê que isso é conversa mole? Não vê que é apenas desculpa? Clichê de sessão da tarde. Pára com isso – concluiu nervosa, enquanto acendia o tal cigarro
APENAS ELES. O MUNDO EM VOLTA POUCO IMPORTA Eles estavam lá, sentados naquela mesa de bar, absolutamente alegres e felizes e contentes. Apaixonados. Simples assim. Apaixonados como sempre um pelo outro, apaixonados como sempre quiseram, como sempre puderam, como sempre foi. E, de acordo com os seus próprios e generosos corações, como sempre será. E eles estavam lá. Sentados e conversando animadamente sobre todos e sobre nenhum assunto. Sentados e observando apaixonadamente cada detalhe um do outro. Cada detalhe do olhar, da pele, do rosto, dos cabelos, dos perfumes, das mãos, dos lábios, enfim, cada detalhe do seu próprio amor. E os garçons passavam, os cigarros viravam fumaça, as bebidas acabavam, as pessoas mudavam, o bar “acontecia” e eles pouco se importavam, pouco se importavam, pois tinham um ao outro e isso era o mais importante. Naquele e em todos os momentos. - Engraçado – ele disse, divertido, enquanto acendia mais um cigarro mentolado. - O quê? – ela retrucou,
BOBAGENS E ele tinha medo de colocar os pés descalços no assoalho frio (podia haver cacos de vidro no chão) E ele tinha medo de acordar de madrugada (podia não haver luz) E ele tinha medo de encarar o espelho (podia enxergar suas rugas) E ele tinha medo de ouvir verdades (podia perceber quem ele realmente era) E ele tinha medo de perder os amigos (podia ficar sozinho) E ele tinha medo de ser ele próprio (podia ser alguém que ele não gostava)