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Mostrando postagens de Outubro, 2005
EATING GLASS E amigos não podem experimentar??? A pergunta ecoou na cabeça dela como um bate-estaca seco, ritmado, perturbador, soando apenas cruel naquele cenário incestuoso entre namorados que nunca se beijaram, entre amigos que nunca questionaram, entre irmãos de escolha própria. Irmãos de afinidade. E não somos irmãos!!! Somos apenas amigos. E amigos não podem apenas gozar??? A pergunta voltou com insegurança. Mas durou pouco. Sorte dela. A pergunta durou apenas o tempo de ele começar a desabotoar a camisa dela com fúria, com vontade, com desejo, com lúxuria. Suando e tremendo e tentando acertar o toque. Ela ficou ensopada. Ele ficou duro. Eles se beijaram. E amigos não podem experimentar??? A pergunta já era puro passado e os medos de ambos também. Ela apenas fechou os olhos e os dedos dele, ágeis, alcançaram a entrada da sua calça e invadiram o seu corpo quente, aberto, indefeso, desarmado. Ansioso. Um a um, os dedos macios e suaves e delicadamente perfumado com aroma
O ENÉSIMO COMEÇO - Não, eu não sei, definitivamente eu não sei - ela disse relaxada, inteira feliz. - Tem certeza que não? - ele respondeu, provocante. - Eu realmente não sei porque você diz isso. Porque diz que gosta de mim. Porque me dá tanta alegria, porque quer tanto e sempre me fazer feliz. Eu não sei. E eu não entendo as suas razões, sabe? Juro que eu não entendo. - Nem eu as suas. Não entendo tanto pessimismo e tanta vontade por dias cinzas. Você pode me fazer feliz. É só isso o que eu quero. É muito? - ele sorriu. Ela o encarou com surpresa - Preciso mesmo explicar? Preciso mesmo sempre explicar porque tenho tanto medo? - Você é quem me diz. - Não vou dizer. Desta vez não. Não quero. Não quero. Vou apenas viver. - Sabe que eu prefiro assim? Nada de medos, nada de dramas. Apenas nós e o que sentimos. Prefiro apenas o teu silêncio e este brilho lindo nos teus olhos. - Te dá prazer né? Me ter desta forma. - Claro que dá. Você nem imagina o quanto. Me dá um beijo. Agora. E assim
O ENÉSIMO FINAL - Não, eu não sei, definitivamente eu não sei - ela disse nervosa, quase gritando. - Óbvio que não - ele respondeu, irritado. - Eu realmente não sei porque você faz isso. Porque me causa tanta dor, porque quer tanto e sempre me machucar. Eu não sei. E eu não entendo as suas razões, sabe? Juro que eu não entendo. - Nem eu as suas. Nem eu as suas. Você podia me deixar em paz. É só isso oque eu quero. - Precisamos mesmo brigar? Precisamos mesmo sempre brigar desta forma idiota, quase insana? - Você é quem me diz. - Não vou dizer mais porra nenhuma. Não quero. Não quero. - E eu prefiro assim. Prefiro apenas teu silêncio. Tua voz me irrita. E estas lágrimas não me incomodam. - Te dão prazer né, seu filho da puta. - Vou embora. Tchau. E assim que ele bateu a porta com uma força incrível, com uma vontade certa de destruir aquele seu passado, ela gritou e chorou com desespero. Com dor. Com medo. Com frustração. Assim que ele bateu aquela idiota porta verde, ela percebeu que