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Mostrando postagens de Maio, 2005
ROCKET MAN ou LAZY MOON - Hoje é sexta, né? - Bem, tecnicamente é sábado. Já são quase três da manhã. - Ah, é um saco isso. Para mim, ainda é noite de sexta. - Noite de sexta foi ontem. De quinta para sexta. Hoje, de forma correta, já é sábado. - Odeio estas convenções. - Você pode odiar o quanto quiser Lu, mas hoje É sábado. - Como você é irritante, não? - Nisso você tem razão. Até eu concordo. - Foda-se isso. Não está linda? - Linda? O quê? - A noite. A noite de hoje, seja sábado ou seja sexta ou seja o que for, está absolutamente linda. Olha este céu, porra. Que céu! Tão escuro e tão cheio de estrelas. Maravilhoso. - Hmmm. É. Você tem razão. Está uma noite bonita hoje. Clara. Mas eu confesso que não tenho muito saco para reparar nisto não. Prefiro ficar aqui, sentado nesta sacada, apenas curtindo. - E eu não sei? Claro. Você só se preocupa com estas suas drogas, estas suas pílulas, estes baseados vagabundos que você mal sabe enrolar. Pena, você perder o melhor da noite. - E daí?
já que não posso mais usar o MSN aqui no office, quem quiser trocar uma idéia com a anta aqui, pode tentar o soulseek (procure soulseek no google). É programa de troca de músicas que permite conversa entre os usuários. Meu nome de user é guziej. Podem me adicionar. Thanks...
COMO UMA CANÇÃO DE LAURYN HILL Então, ela se pergunta, o que aconteceu com todos aqueles momentos? Alguém pode explicar? Alguém pode explicar para essa menina doce, gentil e bem humorada, de que serviu todo aquele amor, aquele desespero, aquela vontade insana e adolescente de querer ficar junto, de querer estar junto, de querer comer junto, viver junto, enfim, morrer junto? Aquele desejo doentio e saudável de viver duas únicas vidas em uma só? Alguém pode explicar essa porra? Porquê, até onde eu sei, não existe um manual de instruções de como proceder em caso de falência múltipla de sentimentos. Não, meu caros amigos, definitivamente não há um manual de instruções que possa ajudar-nos a entender todas as razões sem razão, todos os desejos sem recíproca, todas as cores do universo. Não, mas nem fodendo. As brigas, os momentos de raiva, o medo, desespero, a vontade de fugir, enfim, todos os desequilíbrios da mente não vem com um pequenino, um simples, um maldito manual de instruções. E
DANÇAS DE AMOR SEM TECHNICOLOR Eles dançavam. O espaço era pequeno, a sala do apartamento dele era extremamente tímida e o sofá, de tão puído, já nem existia mais. Ótimo - ele gostava de pensar - Assim sobra mais espaço para a dança . E era exatamente a dança que impregnava a sala naquela noite cheia de estrelas tristes e gente dizendo adeus. Enquanto isso, eles dançavam. Ritmo suave e doce, quente e confortável, como um vinho bom. O ruído dos calçados deslizando pelo piso da sala era insinuante e ritmado, constante e adocicado, um tango bom. E eles dançavam felizes. Felizes como há tempos não estavam, como crianças novas, descobrindo amor. Lá fora a cidade era pura madrugada e testemunha. Apaixonada. Era a própria noite veloz que sabia do seu fim, do seu destino triste, da sua morte prematura e repetitiva provocada pela manhã implacável que sempre insiste em nascer, para desespero dos boêmios, para desespero dos amantes, para desespero dos jovens e velhos, daqueles que sabe
SO FAR AWAY... (COMO UMA CANÇÃO) Seus olhos parecem duas grandes bolas verdes de cristal. Lindos. Coloridos como poucas coisas podem ser. E é estranho perceber toda a aflição que inunda estes dois olhos grandes, coloridos, lindos. É amor. Amor distante. Amor que ela sente por alguém que está fora do alcance das suas mãos, fora do alcance do seu toque, fora do alcance da sua visão, fora do alcance do seu corpo. Ela quer sentir o seu cheiro, o seu perfume, quer tocar seu cabelo, seu corpo, seu rosto, quer olhar por horas e horas e horas o seu rosto infantil, lindo, sutil, perfeito. Ela quer poder abraçá-lo com força, com muita força, abraçá-lo de forma que ele perceba o quanto ela quer ele dentro do seu corpo, da sua alma, da sua mente, do seu coração. É amor. Seus olhos vivos e coloridos, que parecem duas grandes bolas verdes de cristal, expressam toda essa ausência que corrói. Todo medo e a vontade insana de rasgar o mapa para unir os seus dois destinos. Tudo o que ela quer,
APENAS UMA TRANSMISSÃO DE RÁDIO... E agora, vinte e duas horas e treze minutos. Com vocês, Losing My Religion Oh, life is bigger It's bigger than you And you are not me Ele acendeu um cigarro antes de abrir o velho álbum de fotos repleto de retratos deles. Malditos retratos de momentos felizes. The lengths that I will go to The distance in your eyes Oh no I've said too much I set it up. Ela não resistiu e abriu mais um botão da sua camisa, desligou o rádio, deu uma última olhada no espelho e desceu as escadas correndo, apenas porque ele já estava esperando e ela mal podia esperar para sentí-lo. That's me in the corner Assim que percebeu que música era, ele mudou a estação do rádio do carro. That's me in the spotlight Eles deram o seu primeiro beijo, cheio de dedos, tensão e vontade Losing my religion Trying to keep up with you Ela atendeu o telefone, esperando que fosse ele. And I don't know if I can do it Ele ligou e lamentou, pois estava ocupa
O PRÓXIMO, POR FAVOR... - Por que você não se leva a sério? - ela perguntou direta, tentando entendê-lo, ao menos uma vez. Ele permaneceu onde estava, deitado no sofá e esforçando-se para continuar quieto. Não queria todo aquele peso. Não aquela noite. Ela suspirou com força, querendo deixar claro o quão puta estava com ele e insistiu - Será que é tão difícil responder? É tão difícil para você se respeitar? Ele jogou o Marlboro dentro da lata vazia de cerveja e a arremessou na parede suja do seu quarto. Pulou do sofá com muita raiva e disparou, com o saco cheio. Muito cheio - Porque eu preciso não me levar a sério, sabe? Eu preciso não me levar a sério. É a única forma de eu entender a razão de tudo isso que está acontecendo entre a gente. Eu preciso ser insano, pois, do contrário, vou ficar igual a você. Com estas suas neuroses, medos, paranóias, com todo este seu ressentimento e dor e culpa. Com essa sua "normalidade" demente. Uma garota mimada que não sabe ser feliz,