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e eu posso desejar um FELIZ NATAL a todos vocês, que tem o trabalho de entrar aqui e ler as pequenas bobeiras que escrevo? posso e devo... FELIZ NATAL!!! AMO TODOS VOCÊS... nem imaginam o quanto... nem imaginam... beijos prá quem é de beijos abraços prá quem é de abraços...
ROMANCES IDEAIS - Me diz, então? – ele perguntou. - O quê? – ela respondeu. - O que você tem para me dizer – ele disse, irritado. - Nada. - Como assim, porra? – ele explodiu. - Nada. Nada. Nada. - É isso. Desta forma que acaba? – ele insistiu, - Não sinto mais nada por você. Nada – ela finalizou. E mais um romance foi para o inferno. Mais um romance ideal...
NÃO SE INCOMODE COM A DOR DE QUEM É SÓ... Você gosta de escutar a noite? Ela adora. Mais do que seus gatos, mais do que sua música, mais do que seus poemas, suas canções de amor, seus namorados babacas, sua vida pequena, seus sonhos ambiciosos, mais do que tudo. Ela simplesmente adora escutar a noite. Os ruídos, as sirenes, as estrelas, as brigas, os amores, enfim, a noite sempre soou como uma sinfonia para os seus delicados ouvidos. Uma sinfonia quebrada e bêbada, surrada e perfeita. Dentro do apartamento minúsculo com um quarto e sem cozinha, no centro da cidade suja, a noite sempre foi sua (única) melhor companhia. A noite e os seus ruídos de ninar. Você gosta de escutar a noite? Experimente. Mas, por favor, não se incomode com a dor de quem é só. De forma alguma...
GIMME DANGER – GIMME PLEASURE – GIMME LIFE Ela dançava e dançava e dançava. Sem parar. Como se o mundo fosse explodir e somente as lendas sobrevivessem ao caos. E, no meio da pista, tudo o que ela mais queria era ser uma lenda. Sobrevivente do caos. Uma estória de fogo, sangue, sêmem, gozo, batom, rímel, tequila, noite, vampiros, lua, cigarros e canções de amor, canções de horror. E ela dançava e dançava e dançava. Puro desejo. Teenage kicks. Cada passo uma despedida, uma dança solitária de amor e morte e noite. O seu habitat. O seu lugar. O seu mundo. O seu cenário. - Você é linda – ele disse, tentando interrompê-la, apenas para fazer parte do seu transe insano e adorável. Ela o olhou e disfarçou um sorriso, sem nada dizer. - Posso insistir? Você é linda – ele disse, oferecendo um Marlboro e começando a dançar ao lado dela. Ela pegou o cigarro com seus dedos finos e suaves, habituados a tantos ensaios inacabados de piano e agradeceu, meio tímida, meio sexy – Obrigado...
VENUS IN FURS Uma cena de cinema. Calor. Quente. Noite. Verão. Nudez. Paixão. Fantasia. Garoto. Garota. Os dois estão nus, enlaçados sobre o sofá, como se fossem um. Clichê moderno e banal e vulgar, mas convenhamos, plenamente usual. Os dois estão nus, trepando e fodendo e se amando sobre o sofá de veludo. Ambos nus, ambos nus, mas ela, em verdade, menos despida do que ele. Well, ao menos no quesito roupa. Há meia, espartilho, corpete, couro e pele. Sapatos de salto alto. Sem sapatos. Ela menos despida, mas não menos excitada. Sente o calor exalar como chuva ácida dos seus lábios, dos seus poros, dos seus dedos, dos seus seios, do seu sexo. Sexo úmido, molhado e ensopado. Tesão é o que ela sente, e o seu corpo vibra e treme, como um acorde psicodélico lindo, emitido por um violino desorientado, desafinado, drogado, Sonic Youth, divino. Ela sente muito tesão. Muito. Ele também. As fantasias são densas, tensas, trêmulas, chiques, vulgares, deliciosas, amorosas, maravil...
BICICLETAS NÃO PRECISAM DE TEMPO - Andar de bicicleta? – ele perguntou, quase surpreso, quase sorrindo, quase feliz – A esta hora? Às quatro da manhã? Ela deu um sorriso delicioso e jogou sobre o seu corpo nu apenas uma camiseta surrada do The Clash. Levantou do colchão e disse, baixinho – Exato, mocinho. Bicicleta. Tem hora para isso? – questionou. - Bem, você sabe, não? A cidade é violenta, a madrugada é sempre uma armadilha, e, pior, está chovendo muito – ele disse, enquanto enchia um copo americano com água gelada. - Qual o problema? Tem coisas bem piores do que andar de bicicleta na chuva, não? - E tem coisas bem melhores também, você não acha? – ele insistiu – Como fazer sexo selvagem em cima deste sofá velho. Ela apenas sorriu. - Tudo bem, tudo bem, tudo bem – ele repetiu - Com e por você, eu sou capaz de qualquer coisa. - Vamos lá, então – ela disse, vestindo um casaco e pegando as suas chaves. ... E nos dias de hoje, passado tanto tempo e tantas lágrimas e ta...
espantei o mau agouro joguei sobre minha cabeça um copo cheio de conhaque conhaque velho conhaque barato atraí o tédio atraí o velho pulei do prédio prédio velho como toda a minha vida