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NADA A DIZER QUANDO NÃO HÁ NADA A DIZER. SIMPLES ASSIM... SIMPLES ASSIM...

- Escrever? – ele perguntou antes de acender um cigarro e apenas chorar. - Sobre o quê? Escrever sobre? – ele insistiu, canalha, cafajeste, bravo. Todo ele.. Ela apenas ficou muda. Nada a dizer quando não há nada a dizer. - Eu te amo – ele disse direto. - Eu não – ela respondeu direta. E então ... Nada a dizer quando não há nada a se dizer. Simples assim.. Simples assim...
NADA A DIZER QUANDO NÃO HÁ NADA A DIZER. SIMPLES ASSIM... SIMPLES ASSIM...   - Escrever? – ele perguntou antes de acender um cigarro e apenas chorar. - Sobre o quê? Escrever sobre? – ele insistiu, canalha, cafajeste, bravo. Todo ele.. Ela apenas ficou muda. Nada a dizer quando não há nada a dizer. - Eu te amo – ele disse direto. - Eu não – ela respondeu direta. E então ... Nada a dizer quando não há nada a se dizer. Simples assim.. Simples assim...    

O TEMPO SUFICIENTE PARA SER FELIZ.

Ela sonhava com flores. Amava e amava e amava flores. Muitas. Muitas flores. Todas as cores. Todas as flores. Margaridas, rosas, orquídeas, lírios, girassóis, enfim, flores. Todo o tipo de flores. E cores. E aromas. Lindos. Linda. Ela sonhava com flores. E as queria todas para ela. Como numa peça de teatro de amor, como numa peças sinfônica de amor, como em um uma canção de paixão, como em um texto apaixonado, como em tudo. Como no amor. Flores. Ela gostava de flores. Muito. Ele também. E no primeiro encontro ele a presenteou. Um ramo de rosas. Vermelhas. Paixão. Cor. Febre. Tudo. Vermelho. Paixão total. Eles? As rosas? As orquídeas? Os lírios? Os girassóis? Eles? Viveram como as flores. O tempo suficiente do amor. O tempo suficiente para ser feliz. O tempo suficiente para ser feliz....

TOLO / TOLA

- Você é tolo? Um idiota completo? – ela perguntou sem cuidado, sem certeza, sem firmeza. Ele apenas sorriu. - É? – ela insistiu. - Bem... – ele começou a responder meio sem nexo, meio sem prumo, meio sem nada – Devo ser. Com certeza. Ela o encarou com raiva, muita raiva – Seus olhos eram puro fogo. Raiva concentrada. Ele nada disse. - Como? – ela repetiu – É ou não? Imbecil. - Eu te amo – ele respondeu lacônico – Devo ser. Muito imbecil. Ela apenas chorou e se beijaram, molhados e como se não houvesse amanhã. Simples assim...  

SONHANDO COM DIAS BONS...

Tudo tão confuso, tão confuso. E ele? Ele, idiota, apenas fumava. E pensava nela. Apenas isso. Um verdadeiro idiota. Não por pensar nela, claro, que era linda e muito, mas muito desejável, mas por fumar. Ninguém mais fuma hoje em dia. Hábito ruim. Tudo tão confuso e ele apenas fumava. Não sabia colocar as músicas em seu celular novo. Panaca. Mas as fotos dela ele sabia. E como. Amor. Apenas amor. Sorvete? Da onde veio isso? Da cabeça doentia dele. Ele devia ter, ao menos, tentado, dar um beijo nela. Ao menos isso. Tudo tão confuso, tão confuso. E ele? Apenas fumava e sonhava com dias bons. Apenas isso.  

SINFONIA AMARGA

Sinfonia amarga? Azeda? Sabor ruim? Claro que não. Sinfonia de sol, de som, de cores, de luz, enfim, sinfonia de um sábado de sol. Como ela merece. Como ela sempre mereceu. Linda. Alegre. De coturno ou não. Sinfonia amarga? De jeito nenhum. Nunca. - Hey? – ela perguntou se jeito, sem graça, sem traquejo. Ele a olhou com surpresa e apenas respondeu – O quê? Tá tudo bem? – disse sem saber o que dizer. Ela o olhou linda. O mesmo olhar de sempre – Quer tomar um sorvete? – perguntou. Ele apenas sorriu. Ele apenas sorriu. O início de uma bela amizade. Sinfonia? Nenhuma amarga, por favor. Apenas doces. Apenas as doces.... As mais doces....