Pular para o conteúdo principal


DERRETENDO EM LÁGRIMAS E CHOCOLATES

POR FAVOR, USE OS HEADPHONES
(SEMISONIC - SUNSHINE AND CHOCOLATE)


- Não entendo você – ela disse, atordoada com a porrada que havia acabado de levar.
- Não entende o quê? Que eu não te quero mais? Cansei porra, qual o problema com isso?
- Qual o problema? Qual o problema? – gritou – O problema, seu filho da puta, é que você não pode e não tem o direito de entrar na porra da minha vida da forma como entrou, mergulhando de cabeça nela, me fazendo acreditar numa série de coisas e agora, sem mais nem menos, você acorda e diz “tchau”, “valeu”, “é isso aí”, “nos encontramos na vida”. Vá se foder otário. Você pensa que pode fazer o que bem entender? – berrou, tentando com todas as suas forças não chorar. Ao menos na frente dele.
- Dan, eu posso ter feito uma porrada de bobagens e ter agido como um tremendo um filho da puta. Mas eu quero que você entenda que eu não fiz nada disso para magoar você. Eu realmente acreditei que poderíamos dar certo. Muito certo.
- É? Verdade? – ela disse com sarcasmo – Vai me dizer que tudo mudou do nada, que eu sou legal, mas não sou a pessoa certa, que eu não sou a mulher que você sonhou? Vai dizer isso?
- Não – ele respondeu, seco e triste – Vou apenas dizer que não te amo mais. Apenas isso – disse, abrindo a porta e saindo da casa.

Ela olhou com tristeza a maldita porta amarela. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela começou a gritar de dor. Passou o resto da noite acordada e comendo chocolates e chorando e desejando que o dia nascesse logo. Mas, no fundo, tudo o que ela queria era saber porque na sua vida tudo acontecia sempre tão tarde. Tarde demais...



Sunshine and Chocolate
(Semisonic)

All my life I've been looking for
The perfect mate
And when I finally found the one
It was almost too late
Underneath the auditorium
She showed me why
I would have waited all of my life
For somebody like

Sunshine and chocolate all over me
In my mouth and on my tree
Round my body under my hat
Sunshine and chocolate just... like... that

I was alone when I woke up
And found the note
It said you surely know how to fuck
But I gotta go
I hope you find someone to take care of
And give yourself to
And until I get to kiss you again I wish you

Sunshine and chocolate every day
In your work and in your play
In your mouth and down your back
I wish you, I wish you, I wish you that
Sunshine and chocolate all over you
Over everything you do
On your body and in your mind
Sunshine, chocolate, everything fine

Now my eyes are open wide
As I travel around
Maybe some summer day I'll find
Her face in the crowd singing...

Sunshine and chocolate everyday
In your work and in your play
In your mouth and down your back
I wish you, I wish you, I wish you that
Sunshine and chocolate all over you
Over everything you do
On your body and in your mind
Sunshine, chocolate, everything fine

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

NUCA

Ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Definitivamente não. Sem contas, protestos, cobranças ou ligações indesejadas. Nada. Nada a perturbar. Existiam apenas os lábios de Fernanda em sua nuca. Lábios deliciosos e densos. Intensos. Sempre pintados de uva. Sempre lindos. E os arrepios. Muitos arrepios. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Defitivamente não. Havia um aroma de uva no ar. Um perfume. E palavras sussuradas na dose certa. Na dose certa. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. E molhada. E o abraço que vinha depois era como um gatilho para uma boa noite. Toques. Reflexos. Seios.

Não Há Mais O Suor Nas Mãos

leia e ouça: the smiths || asleep (piano cover - youtube channle Erzsébet Abyzou) Silêncio.  Ela olhou ao redor da sala e havia apenas silêncio. O silêncio intenso reinava na sala. A ausência de ruídos contrastava com um solene objeto deixado no canto da sala. Um piano. Sim, apesar do silêncio quase absoluto mortificando o ambiente, o piano estava lá. Intimidador, quieto, solene, impositivo, marcante e… esperando, apenas esperando por ela, como esteve por muito tempo. Tempo demais que ela deixou passar sem perceber.  Ela olhou ao redor da sala e havia apenas silêncio. Esfregou as mãos e percebeu o frio. Geladas. As suas mãos pequenas estavam incrivelmente geladas. Ela estava com as mãos polares como nunca. Ainda bem que minhas unhas estão pintadas em vermelho - ela pensou em um momento banal - Descascadas? Ok, mas o vermelho esconde o roxo do frio, desse gelo, desse medo - continuou em pensamento, lembrando, ainda mais uma vez, como suas mãos estavam frias. Sensação
REGANDO GIRASSÓIS COM AMOR E SAUDADES - Então é isso? – ela perguntou, quase aflita, com a voz distante. - Creio que sim – ele respondeu, disfarçando a tristeza – Fique tranqüila, a viagem vai ser do caralho. Você vai amar. Você vai, estuda e, logo, logo, vai estar de volta e nós continuaremos juntos. Sempre juntos. E, afinal, nem é tanto tempo assim. - Pô, seis meses é quase uma vida – ela disse. - Não, relaxa, vai passar voando. E você tem razão, vai ser uma vida. A sua vida. A nossa vida. Ela permaneceu em silêncio e ele emendou – Vá tranqüila querida, por favor. Você sabe que eu te amo e tudo o mais e pode apostar que quando você voltar eu vou estar te esperando. Pode estar certa. - Você tem certeza que não quer ir ao aeroporto? – ela perguntou – Já estou quase saindo. - Nós já conversamos sobre isso, não? – ele retrucou, firme. - Tá bem, tá bem, não vou mais discutir isso. Bom, preciso ir. Nossas despedidas já fizemos. O resto vem depois – ela disse, já chorando. -