Pular para o conteúdo principal
DROPS COLORIDOS

Amarelo, verde, azul, pistache, barbante, vermelho, branco, marinho, bordô, lilás, bege, violeta, todas as cores. Todas as cores. Ela estava entediada, brincando de comer suas balas doces, suas balas coloridas. Ela estava cansada, de saco cheio, querendo que os seus drops fossem tudo aquilo que ela mais queria.

Ao menos naquele momento. Naquela madrugada abafada, quente, suada.

Ela o queria de volta, mesmo sabendo, no entanto, que jamais daria certo.

Não por falta de vontade. Não por falta de tesão. Apenas por falta de ... algo mais?

E ela estava perdida entre os seus pensamentos, brincando com o baleiro de alumínio, presente da sua mãe.

Depois de algumas pastilhas, ela sorriu feliz.

Pouco importava se eles iam dar certo ou não. Pouco importava se ela estava sozinha naquela madrugada abafada, quente e suada.

Ela seria feliz. Isto já estava decidido.

Ela merecia isso.

E no outro canto da cidade, sem nem a conhecer (ainda), ele dirigia o seu carro a toda velocidade nas pistas vazias da madrugada, ouvindo Iggy Pop no rádio e esperando por todo o amor que um dia ainda iria encontrar.

Eles mal sabiam das próprias vidas.

A imprevisibilidade de nossas vidas é tão adorável, tão mágica... sempre... assim como as cores das balas embrulhadas.

Adorável surpresa nas palmas das mãos.



POR FAVOR, USE OS HEADPHONES
(CANDY - IGGY POP)


It’s a rainy afternoon
In 1990
The big city geez it’s been 20 years-
Candy-you were so fine

Beautiful beautiful
Girl from the north
You burned my heart
With a flickering torch
I had a dream that no one else could see
You gave me love for free

Candy, candy , candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so

Candy, candy , candy I can’t let you go
Life is crazy
Candy baby

Yeah, well it hurt me real bad when you left
I’m glad you got out
But I miss you
I’ve had a hole in my heart
For so long
I’ve learned to fake it and
Just smile along

Down on the street
Those men are all the same
I need a love
Not games
Not games

Candy, candy, candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so
Candy, candy , candy I can’t let you go
Life is crazy
I know baby
Candy baby

Uou uou uou
Candy, candy, candy I can’t let you go
All my life you’re haunting me
I loved you so

Candy candy candy
Life is crazy
Candy baby

Candy baby,
Candy, candy
"

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIJOLOS APARENTES

OUÇA: kate bollinger || candy
- Então? – ela perguntou com um olhar indisfarçável de carinho e cuidado, antes de abrir a porta para ele sair. Ele sorriu, meneou a cabeça e não soube responder de primeira. - Então? – ela insistiu e continuou – Não vai me dizer nada? Nada? Ele levantou a cabeça e a olhou com a maior ternura do mundo e respondeu – Eu adorei. Simplesmente adorei. Ela não escondeu um sorriso genuíno e disse – Fico contente. Você nem imagina o quanto. Nem imagina. - Imagino sim. Imagino sim. - Do que mais gostou? – ela prosseguiu em sua suave inquisição. Doce inquisição. - Do que mais gostei? – ele repetiu. Ela assentiu com a cabeça e disse – Sim. Não vou deixá-lo ir embora sem me responder. Não posso. Você ficou aqui a tarde toda comigo e eu apenas adoraria saber. Ele a olhou com carinho e ternura. Disse, divertido – Do que mais gostei? Bem, além de você servir um adorável capuccino? Ela sorriu e emendou – Deixa de ser bobo. Não foi capuccino nenhum. Fale. Eu sinto no seu olhar. Só pr…

SHALL WE DANCE

OUÇA: rosalyn || loverfriend
- Então, aceita dançar esta música? – ele pediu, com gentileza e suavidade. Ela sorriu. E ele estava trêmulo e nervoso. Ansioso. Ela estava alegre e linda. Serena. E quando as primeiras notas do piano soaram na caixa de som, os dois se aproximaram e os seus braços se encontraram. Entrelaçaram. Um elegante e suave toque em uma condução apropriada para o som de notas belas e delicadas. Ela o conduzia. Ele também. E a canção era densa e envolvente, apaixonada, e as notas voavam e flutuavam pela sala da sala. Os braços entrelaçados revelavam uma cumplicidade sem igual. Rara. Poucas vezes vista. Poucas vezes sentida. Nunca? Não daquela maneira. Não como naquela noite. Talvez em outros tempos, mas não como naquele exato instante. E entre braços entrelaçados e desejos agora não mais escondidos, o perfume dos cabelos misturado ao cheiro das tintas era inebriante. Aroma de camomila. Aroma de vontades. Desejos e sorrisos. Ela o conduzia. Ele também. O toque entre eles era suave, assim como os…

ERA O QUE FARIA LOU REED

OUÇA: antoine diligent || nobody loves u
Clube Varsóvia, duas e meia da madrugada. Mais uma noite. Mais um cigarro. Mais um chato chegando perto. - Oi – o garoto loiro disse, com aquela voz quase bêbada e mole, derretendo as sílabas. A moça alta de preto nem o olhou e ficou em silêncio. Aproveitou e brincou com o seu cigarro entre os seus longos e espessos dedos antes de dar mais uma tragada naquele Marlboro. - Oi – ele insistiu – E aí? Tudo bem? Ela pensou um instante, desistiu do cigarro, pegou o copo cheio de gim à sua frente e tomou mais um gole. Ausência de resposta em retorno. “Ainda bem que há um DJ no local” – ela agradeceu em pensamento. - Ah, fala alguma coisa – ele pediu – Você é bonita, sabe? Bastante bonita. Ela tomou ainda mais um gole, deixou o copo no balcão e se virou na direção do garoto loiro. Depois de alguns momentos o observando, disse – Oi. Está tudo bem sim. Exceto o incômodo. - É, realmente. Um incômodo. Também acho que o volume está muito alto hoje. O DJ devia perceber is…