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E certa vez eu escrevi um pequeno texto inspirado na banda carioca Luisa Mandou Um Beijo (muito boa, por sinal). E o Fernando Paiva (que é o guitarrista) foi muito gentil e elogiou o que eu havia escrito. E eu fiquei contente. E trocamos alguns e-mails e ele me indicou uma outra banda carioca, uma banda já extinta, chamada Vibrosensores. Eu escutei algumas de suas canções e adorei a banda. Achei encantadora a forma de abordagem deles. E agora, o grande Fernando está escrevendo de modo brilhante na sua MÁQUINA DE ESCREVER . E na última edição, ele escreveu sobre os VIBROSENSORES . E eu, aproveitei a oportunidade e escrevi o texto abaixo sobre eles...e vocês devem ouvir a banda e ler o Máquina de Escrever e aproveitar esse final de semana, que é o melhor que se tem a fazer...

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E ELA TOMAVA CERVEJA...

E ambos queriam chegar a algum lugar. A algum lugar. Ambos. Ambos. Ele? Ela? Os dois. E ambos tomavam cerveja. Muita. Muita e muita e muita. E sorriam e gritavam e comemoravam. Como sempre. As usual. Muita cerveja. Muito amor. Paixão. Amizade. E ele mal sabia onde ela estava. Mal sabia. Mas ambos queriam chegar a algum lugar. A algum lugar. Ambos. Ambos. Ele? Ela? Os dois. Apenas os dois. Apenas os dois... E ela apenas tomava cerveja. Ele? Também... Também...

NÃO SÃO TEMPOS COMO QUAISQUER OUTROS

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DISCOS DE VINIL NÃO SALVAM VIDAS? - Discos de vinil não salvam vidas - Bia sentenciou, profana e canalha Nanda abriu os olhos em choque - Não? Como não? - Não, porra. Definitivamente, discos de vinil ou fitas cassete ou ipods ou seja lá o diabo, não salvam vidas. Não. - Você enlouqueceu? - disse Nanda. Bia sorriu um sorriso sinistro, triste, inadequado à felicidade. Adequado ao seu momento. - Claro que salvam. Se você não desistir de se matar ao ouvir Marvin Gaye e Tammi Terrell juntos e cantando apaixonadamente, então não sei o que mais pode te ajudar. - Nhá. Isso é para você, ingênua e esperançosa. - Se eu me fodesse, não me afogaria em etanol barato. Me afogaria em lágrimas ao som de um bom soul dos 60s. Estaria salva. - Que patético. - Você precisa de um choque de realidade. Um choque de vida. Você precisa de cores. = Vai começar. Já te disse para parar - pediu Bia. - Parar nada. Você precisa mesmo. De vida, porra. - Pára de encher. Você está me irritando - disse Bia. - Eu precis