17.11.17

NEON


Neon.
Apenas neon.
Apenas isso.
Neon na madrugada.
Neon, madrugada e fumaça.
Nada mais além de tais coisas.
Neon.
Coisa de velho.
Anos oitenta.
Lembranças ruins.
Neon.
Neon barato na madrugada do centro da cidade, nos letreiros das padarias ainda fechadas, dos puteiros abertos e dos botecos repletos de café ruim e bêbados idiotas.
Apenas neon.
Ruim.
Apenas neon em letreiros vagabundos.
Bem vagabundos.
Corações derretendo.
Apenas isso.
Apenas isso.
E ele querendo a bala dela, o seu doce.
E ele querendo ainda o coração dela.
Higher than the Sun.
Apenas isso.
Neon.
Labareda que queimou.
Labareda que queimou.
E como disse Vinícius, “...mata a gente, mata de paixão...




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