1.2.18

ELES


- Você não é homem?  - ela perguntou.
Ele ficou sem graça.
Silêncio.
Mortal.
Denso.
Tenso.
Ele nada disse.
- Não é? – ela perguntou novamente – Responde caralho. Seu imbecil.
Silêncio.
Mortal.
Denso.
Tenso.
E ele, ainda mais uma vez, nada disse.
- Idiota – ela praguejou, ríspida, após mais um gole da sua cerveja.
- Imbecil – ela insistiu.
E ele nada disse por instantes e após algum tempo respondeu – Tem uma canção que diz assim...

“...
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela.
...”

Eu sei que voc~e só ouve punk e rock, mas eu posso ser imbecil, mas ainda amo. Não sou tão tolo assim – disse.

- Amo o que tem que ser amado – finalizou.

Ela olhou para o alto e disparou – Qual a palavra que nunca foi dita? “Imbecil”. Tá bom para você? – preguntou.

Ele nada disse. Apenas sorriu.

Mas com ternura ela prosseguiu – Mas você é foda. Um imbecil adorável e de quem não posso ficar longe. Nunca. Nunca mesmo.


PAULA E BEBETO
Milton Nascimento
 
Vida vida que amor brincadeira, vera
Eles amaram de qualquer maneira, vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar

Pena que pena que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá

Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar

Eles se amam de qualquer maneira, vera
Eles se amam e pra vida inteira, vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá

Pena que pena que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá


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