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AS BOAS VINDAS


- Mas com um quarteto de cordas? – ele perguntou, surpreso, confuso, todo bobo, sem saber de porra nenhuma.
Porra nenhuma.
Um bobo.
Um tolo.
Ele.
Apenas ele.
Um otário.
Ele.
Apenas ele.
Ela – a maestrina linda e completa - sorriu e respondeu de forma direta e certa – Sim, com um "quarteto de cordas". Simples assim.
Ele bufou aos céus e disse seco e irritado – E como será?
A maestrina respondeu - Eles tocarão noite adentro e ela amará – ela disse – E amará de verdade - Uma serenata moderna e apaixonada. Repleta de violinos e violoncelos.
E ele sorriu.
Apenas sorriu.
Apenas como os corações completamente apaixonados podem fazer.
Apenas eles.
Apenas...
... eles...
E o resto?
Foi noite.
Acordes.
Delírios.
Declarações de amor.
Declarações de amor.
Em forma de notas.
Acordes.
Olhares.
Paixão.
Muita paixão...
Muita...

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NUCA

Ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Definitivamente não. Sem contas, protestos, cobranças ou ligações indesejadas. Nada. Nada a perturbar. Existiam apenas os lábios de Fernanda em sua nuca. Lábios deliciosos e densos. Intensos. Sempre pintados de uva. Sempre lindos. E os arrepios. Muitos arrepios. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. Muito feliz. Não existiam mais as más notícias. Não. Defitivamente não. Havia um aroma de uva no ar. Um perfume. E palavras sussuradas na dose certa. Na dose certa. E ela entrava em transe. Transe total. O lábio de Fernanda em sua nuca a deixava completamente feliz. Muito feliz. E molhada. E o abraço que vinha depois era como um gatilho para uma boa noite. Toques. Reflexos. Seios.
APENAS RELÂMPAGOS... O beijo que você me deu sob o sol A chuva molhando os campos de maçã (Sob o Sol - Vibrosensores) Lembro que choveu MUITO naquela tarde. Muito mesmo. Mais do seria normal em qualquer outro dia, em qualquer outro dia que não aquele. Maldito. Tudo estava bem, mas o céu, como puro capricho, decidiu se rebelar. O céu, assim de repente, tornou-se cinza. Absurdamente cinza. Cinza chumbo, quase noite. E choveu muito mesmo naquela tarde. Como jamais eu pensei que poderia chover em qualquer outro dia normal. Em qualquer outro dia que não aquele. Maldito. Lembro-me que eu estava no parque central, quieto, pensando nas verdades que eu havia ouvido e arquitetando uma fuga mirabolante do viciado e repetitivo labirinto caótico que a minha vida havia se transformado. Lembro-me que não estava sol, nem tampouco abafado, e que, portanto, não havia tantas nuvens no céu capazes de provocar aquela tempestade. Não mesmo. Mas, ainda assim tudo aconteceu. Não me dei conta, e,