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TUDO ACONTECE À LUZ DA LUA


Ela nada sabia.
Nada respondia.
Nada.
Ele?
Apenas se calava.
Ela?
Nada.
Ele?
Tudo.
Ambos?
Toda paixão.
Toda ansiedade.
Toda vontade.
Desejo.
Muito desejo.
Muito.
Tudo.
Tudo mesmo.
Muito mesmo.
Definitivamente.
Um monumento ao seu...  ao meu.
Desejo...
Ela?
Nada.
Nada queria.
Nada pedia.
Nada falava.
Nada escutava.
Nem mesmo os bons álbuns dele.
Nem mesmo aos excelentes álbuns que ele guardava em casa.
Nem mesmo com seu impecável aparelho de som.
Nada.
Mas...
... ele também não os escutava.
Não.
Não mais.
Lua?
Aquela que costuma beijar o mar.
Mar?
Aquele que adora receber os seus beijos.
Da lua gorda, amarela e linda.
Linda.
Amarela, gorda e linda.
E o amor?
Estava escondido em seus corações...
... e em algum parágrafo daquele livro de nome difícil que ele adorava ler e ler e reler.
Tudo acontece à luz da lua.
Beijos, abraços, desejos e confissões.
Tudo acontece à luz da lua e das bebidas mal bebibdas.
Simples assim.
Simples assim.
Como a lua e o mar.
Simples assim...

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