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VENUS AS A BOY (HARDCORE II)


E ela queria bilhetes todos os dias.
Todos os dias.
E ele escrevia.
Todos os dias.
Bilhetes, salivas e desejos.
Todas as salivas.
Todos os desejos.
Todos os seus dedos.
E ela queria os seus dedos.
Todos.
Todos os dias.
Nos melhores lugares.
Em todos os lugares.
Nos lugares mais impróprios.
Nos lugares mais úmidos.
Dentro dela, simples assim.
Ela queria os dedos dele ali.
Todos.
Todos os dedos.
Roçando, provocando... tudo.
Dedos úmidos.
Úmidos pelo tesão de um ao outro.
Desejo e vontade.
E ainda assim, com frio e tudo, ele pensava em escrever.
E ela em foder.
Mas não.
Ele queria tocar.
Queria sentir.
Seios.
Dedos.
Sentidos.
Pernas.
Tudo mais.
Sem fôlego.
Sem fôlego.
Frio, calor e neve.
Dedos úmidos.
Neve.
Muita neve.
Frio.
Muito frio.
Mas com muito calor.
Muito calor.
E vontade.
E desejo.
Mas ele escrevia.
Idéias que surgiam.
Idéias.
Cheiros e vontades.
Cheiros dela.
Cheiros dele.
Bilhetes todos os dias.
Gozo todos os dias.
Todos os dias.
E ele pousava os bilhetes na mesa da cozinha.
Diariamente.
Para quando ela acordar preparar o café e ler.
E se tocar.
E gozar.
Todos os dias.
Todos os dias.
E ela queria bilhetes todos os dias.
Todos os dias.
E ele escrevia.
Ele?
Apenas queria ela.
Nua e linda.
E seu perfume.
Todos os dias.
Sob um lençol qualquer e com a neve lá fora.
Nua e linda.
Como apenas ela...
Apenas ela...
Sem neve e sem roupa.
Apenas seu perfume.
Apenas ela.
Apenas eles...
Nus e amantes.
Desejo.
Muito desejo...



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